Reúno aqui, palavras alheias e bem ditas.
Se alguma delas for sua e você não quiser que aqui estejam, me avise.
Se alguma delas for de alguém que não consta aqui, me conte.
Se você tem palavras bem ditas que goste, me mande.
Eu espero que algum texto lhe toque assim como me tocou.

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  26.06.08- Que vazio é esse em sua vida?

Patricia Gebrim

vazio_dragonfly_orlandowetlands_22june10.jpg

Criar é uma forma saudável de suprir a sensação de vazio. Não é preciso ser um Monet ou um Villa Lobos. Um simples bolo caseiro, por exemplo, feito com aquele toque especial, traz à tona aquele potencial criativo que tanto faz bem!

Quantas vezes eu ouço as pessoas falarem sobre esse tal “vazio”. Como se existisse um espaço mal-assombrado dentro de cada ser humano, um lugar dentro do qual todas as pessoas, em algum momento de suas vidas, acabassem caindo, para não mais sair de lá.

- Sinto um vazio dentro de mim! - quantas vezes já ouvi essa frase, com suas inúmeras variações...

Que vazio é esse afinal??? E o que fazer com ele???
Na dúvida, acabamos achando que esse buraco é sinal de algum defeito, e que devemos preenchê-lo o mais rapidamente possível. Perceba quantas “besteiras” acabamos fazendo na tentativa de preencher esse espaço que tanto nos assusta.

Nos envolvemos em relacionamentos com pessoas com as quais não temos nenhuma afinidade, estouramos nosso cartão de crédito, compramos todo tipo de coisas das quais não precisamos, comemos mais do que necessitamos, bebemos mais do que seria saudável, aceitamos ir a lugares aos quais na verdade não gostaríamos de ir, convivemos com pessoas que sugam toda a nossa energia, andamos para lá e para cá como baratas tontas, tudo com a intenção de preencher o vazio.

E mais... traímos a nossa verdade, nos sentimos “defeituosos” (pessoas perfeitas não teriam um buraco lá dentro!), sentimos vergonha de nós mesmos, criamos falsas máscaras para fingir que não somos ocos, fugimos desesperadamente e nos envolvemos em todo tipo de atividade frenética para não nos lembrar que ele continua lá, quieto, imenso... um buraco enorme na nossa auto-estima.

Fazemos tudo isso para evitar o vazio... mas sabe o que é pior?... nada disso funciona!

Agora ouça, é sério:
- Não há nada de errado em você sentir esse vazio aí dentro... não há nada de errado ao sentir-se incompleto, com essa sensação de que “falta algo”. - É claro que falta algo!
- Sempre irá faltar!

Existe algo maior, mais belo, que cada um de nós veio aqui para realizar. Entenda... por maior não quero dizer aquele tipo de grandeza que é acessivel apenas a alguns. Falo de algo a que todos nós temos acesso, falo daquela grandeza de alma que nos torna verdadeiramente humanos, capazes de criar, capazes de amar... Pois eu acredito que o vazio exista para nos lembrar exatamente disso!

E se eu lhe disser que devemos tudo o que existe de belo no mundo à existência desse vazio?
E se fosse mais ou menos assim...

Um dia um Monet acorda e sente um buraco bem no meio da sua barriga, ou talvez no meio do peito (o vazio às vezes gosta de mudar de lugar dentro de nós)... sente-se mal com o tal buraco... pega seus pincéis e, no branco vazio de uma tela, pinta os mais belos jardins.

Outro dia um Villa Lobos acorda incomodado, sente algo estranho, como se fosse uma fome por dentro, uma coisa que aperta seu peito, esmaga seu coração solitário... e, no vazio do silêncio, compõe a mais bela bachiana... (ah, você já ouviu a Bachiana no 5 do Villa Lobos?)

Um dia um cientista é acordado por um buraco bem no meio da sua cabeça... tantas coisas sem explicação no mundo o angustiam e tiram seu sono... e no silencioso vazio de respostas brota, quase miraculosamente em sua mente, uma solução para uma doença que aflige toda a humanidade.

Outro dia uma dona de casa qualquer, em uma casa qualquer, acorda e olha ao redor... os filhos já se foram, o marido está trabalhando... Na solidão de sua vida decide cozinhar e assa o mais delicioso bolo que uma mulher já foi capaz de fazer. E no vazio daquela casa surge um aroma que a transforma imediatamente em um lar; quente, acolhedor, cheio de amor.

Assim, acreditem, não há como nos livrarmos desse tal vazio (ainda bem), mas podemos “escolher” o que fazer com ele.
Podemos transformá-lo em um mar de lamentações, e navegar por ele por toda uma vida, como se fôssemos um navio fantasma rangendo nossas ferragens por aí.
Mas podemos também... criar!

Essa é a palavra-chave para transformar o vazio que existe dentro de nós no espaço mais sagrado que um dia seremos capazes de adentrar.

E é no vazio da terra que uma semente pode brotar, no vazio na mente que o inusitado pode se libertar, no vazio de saber que a real sabedoria encontra espaço, no vazio de crenças que ganhamos a liberdade de escolher no que acreditar!
O vazio nos torna livres... pensem nisso!
Veja, Lao Tse , em 99 a.C., já sabia disso, veja o que diz seu tratado, o Tao Te King:
“Trinta raios convergentes, unidos ao meio, formam a roda, mas é seu vazio central que move o carro.
O vaso é feito de argila, mas é o seu vazio que o torna útil.
Abre-se portas e janelas nas paredes de uma casa, mas é seu vazio que a torna habitável.”
Assim... não tema o vazio, talvez ele seja o maior presente que recebemos. A verdade é que sem o vazio seríamos tristes caricaturas de quem de verdade podemos ser. Seja corajoso. Aceite-o e permita que ele lhe inspire a tornar-se quem você de verdade é.
O que seria de uma vida sem o mistério... sem a noite... sem as estrelas?
É no vazio que mora a nossa musa,
e as mais belas idéias,
e os sonhos,
e a poesia...
Aceite o vazio e... se puder... ame-o.
O que vai acontecer então?...
Não vou lhe dizer!
Descubra por si mesmo...

fonte: Vya Estelar
Imagem: dragonfly, foto: lilia lima

Posted by Lilia at 10:30 AM|Comments (0)
 
  23.06.08- O “PARADIGMA SER-FAZER-TER”

Neale Donald Walsch
Tradução: Sandrinha Barroca

paradigma_floraquatica_baldwinpark.jpg O “Paradigma Ser-Fazer-Ter” é um modo de ver a vida. Não é mais nem menos do que isso. Mas essa maneira de ver a vida pode mudar sua vida e provavelmente mudará. Porque o que é verdade sobre esse paradigma é que a maioria das pessoas já o tem inconscientemente e quando elas finalmente o “pegam” sem hesitação e começam a olhá-lo de frente, tudo em suas vidas gira 180 graus.

A maioria das pessoas (eu sei que eu fiz) começa com a compreensão de que a vida funciona assim: Ter-Fazer-Ser. Isto é, quando EU TENHO a coisa certa, EU posso FAZER as coisas certas e, então, EU vou SER o que quero ser.

Quando EU TENHO boas notas EU posso FAZER a coisa chamada “me graduar” e EU posso SER a coisa chamada profissional – pode ser um exemplo. Aqui tem um outro. Quando EU TENHO bastante dinheiro EU posso FAZER a coisa chamada comprar uma casa e EU posso SER a coisa chamada seguro. Quer mais um? Aí vai: Quando EU TENHO bastante tempo EU posso FAZER a coisa chamada tirar umas férias e EU posso SER a coisa chamada descansado e relaxado.

Viu como funciona? Foi assim que meu pai, minha escola, minha sociedade me disseram que funcionava. A vida funciona desse jeito. O único problema era que EU NÃO estava conseguindo SER as coisas que eu pensava que seria depois de ter feito tudo que eu achava que deveria fazer e de ter todas as coisas que eu pensava que precisava ter. Ou, se eu conseguisse ser, só conseguia sê-lo por um curto período de tempo. Logo depois que eu conseguia ser “feliz” ou “seguro” ou “satisfeito”, ou qualquer coisa que fosse, eu me descobria outra vez INfeliz, INseguro e INsatisfeito!

Eu não parecia saber como “segurar a coisa”. Eu não sabia como fazê-la durar. Então sempre parecia como se eu tivesse feito tudo o que precisava por nada. Eu sentia como um esforço desperdiçado e comecei a me ressentir disso em minha vida.

Então eu tive a experiência de conversar com Deus e tudo mudou. Deus me disse que eu estava começando no lugar errado. O que eu precisava fazer era COMEÇAR onde eu pensava que ia CHEGAR.

Toda criação começa num lugar de SER, Deus disse, e eu tinha feito ao contrário. O truque da vida é não tentar chegar a ser “feliz” ou ser “seguro” ou o que quer que seja, mas começar SENDO feliz ou SENDO satisfeito e partir daí para viver a vida diária.

Mas como fazer isso se você não TEM o que você PRECISA TER para ser feliz etc.? Essa é a questão. A resposta é que vir DE um estado de ser em vez de tentar ir PARA um estado de ser praticamente assegura o “ter” final da equação.

Quando você vem DE um estado de ser, você não precisa ter nada para começar o processo. Você simplesmente escolhe, quase arbitrariamente, um estado de ser e então parte DO estado que você escolheu para tudo o que você pensa, diz e faz. Mas como você está pensando, dizendo e fazendo apenas o que uma pessoa que é feliz, satisfeita, ou o que quer que seja, pensa, diz e faz, aquilo que uma pessoa feliz ou satisfeita consegue TER vem para você automaticamente.

Vamos testar e ver se pode funcionar dessa maneira. Digamos que o que uma pessoa quer SER é uma coisa chamada “segura”. Se essa é a experiência desejada, o que podemos fazer é começar da casa do tabuleiro do jogo que diz EU SOU SEGURO. Começamos com essa idéia e esta é a idéia que vai operar por trás de tudo o que fizermos. Nos movemos para a parte SER-FAZER do paradigma.

Quando alguém faz aquilo que apenas uma pessoa segura faria, essa pessoa quase que automaticamente acaba tendo o que apenas as pessoas seguras poderiam ter. Faça o teste algum dia. É intrigante como funciona.

Agora, como você pode SER “seguro” se você não se sente assim? Como, se você não “tem” nenhuma das coisas que uma pessoa “segura” teria?

A resposta é... você decide que É “seguro” – independentemente que seja assim ou não. Então você FAZ o que uma pessoa “segura” faz. Você joga fora todos os outros comportamentos que não se harmonizem com isso. Logo, os únicos comportamentos que ficarão serão aqueles que produzem o resultado. Você parte DE um lugar da mente que cria uma substituição de atitudes e uma mudança da realidade.

Então, procure ver o que você quer SER na vida – isto é, que estado de ser você deseja experimentar. Pode ser mais de um. Mas teste apenas um de cada vez por enquanto. Escolha o estado de ser e se coloque nele. É simplesmente uma decisão, baseada em nada. É uma decisão feita de uma escolha. Pura escolha.

Depois, aja como uma pessoa que é aquilo agiria. Diga as coisas que uma pessoa que é aquilo diria. Faça apenas as coisas que uma pessoa que é aquilo faria. Você vai se assombrar como esse processo é efetivo em produzir o estado de Ter que corresponde ao que você escolheu ser.

[Imagem: foto Lilia Lima]

Posted by Lilia at 04:13 PM|Comments (0)
 
  20.06.08- Fique amigo do seu 'sabotador interno'

Patricia Gebrim

sabotador_ipe_leugarden_350.jpg A vida, como você bem sabe, por melhor ou mais equilibrada que seja, sempre nos brinda com momentos de desafio. Momentos em que a paisagem ao nosso redor não é tão bonita, o clima não é tão ameno... bem... acho que você pode imaginar do que estou falando!
Mas hoje eu quero dizer a você, leitor, que como se não bastasse termos que lidar com esses desafios externos, temos ainda que lidar com um outro desafio, talvez não tão evidente, um desafio que vem de dentro de nós, e que muitas vezes se esconde em nossas profundezas de maneira tão disfarçada que mal o reconhecemos. Estou falando do sabotador interno.

Talvez você nunca tenha ouvido falar em algo assim, talvez até pareça maluco isso de que estamos falando. Como assim? “SABOTADOR INTERNO???”
Para ajudar você a entender isso, sugiro que você pense em quantas vezes na vida você quis algo, conscientemente, mas sem perceber acabou fazendo algo que ia exatamente contra aquilo que queria. Pensou?
Ok... vou dar alguns exemplos:
Pense naquelas vezes em que, apesar de saber que está acima do peso e querer recuperar sua saúde emagrecendo uns quilos, você atacou o prato de batatas fritas ou o bolo de chocolate.
Pense nas vezes em que você queria conquistar um emprego, mas na entrevista ficou simplesmente mudo e não conseguiu mostrar nem 20% da sua capacidade.
Pense nas vezes em que você tentou se controlar, mas acabou tendo uma explosão de raiva no lugar e no momento inadequado.
O que quero dizer é que existem muitas partes de nós mesmos. E que nem sempre elas estão em acordo. E que uma dessas partes, o sabotador interno, definitivamente não está ao nosso lado. Ele se esconde, nos engana, e sempre que pode tira o tapete de nossos pés.
Esse sabotador existe porque ainda temos muitas crenças distorcidas, que trazemos de nossa infância. Essas crenças foram construídas a partir da maneira como, lá atrás, achamos que funcionava o mundo ao nosso redor.
Quando crianças, muitas vezes acabamos acreditando que não merecíamos ser amados, valorizados, reconhecidos... e por aí vai. Nos sentimos tantas vezes “maus”, nos sentimos tantas vezes “falhos”, “errados”, “imperfeitos”... que uma parte de nós acabou achando que não merecemos agora receber o que a vida tem de belo e bom. Essa parte acredita que merecemos sofrer, e gentilmente nos ajuda a ir nessa direção, estragando nossos planos mais belos, pisando sobre nosso amor e rindo de nossas tentativas de crescimento.O que ele quer de mim afinal?

Acredite ou não, ele é seu servo. Esse sabotador serve você fazendo com que as suas crenças se tornem reais. Mais ou menos assim...
(Você pensando) “Que droga, eu não consigo acertar nunca... nada dá certo para mim!”
(O Sabotador) “ Ok, meu amo e senhor ... assim seja!”- e faz você ir para a sua prova e simplesmente esquecer tudo, tudinho. Ele é tão bom que torna sua mente um grande e silencioso branco!
(Você, (que foi muito mal na prova) “Está vendo... eu não dou certo mesmo!”
(Ele, com um sorriso...) “Missão cumprida!”

Ele existe, E FOI VOCÊ QUEM O CRIOU!!!! Logo, não adianta querer matá-lo, ou expulsá-lo... ele é parte de você, lembra?
Logo, se em sua vida estiverem acontecendo muitos atos de autosabotagem, você precisa rever suas crenças a seu próprio respeito. Precisa fazer um trabalho de autoconhecimento, jogar fora aquilo em que já não acredita mais, construir uma nova visão a seu próprio respeito. Precisa aprender a ver a si próprio como uma pessoa merecedora de todas as coisas boas que a vida tem a oferecer. Precisa confiar mais em você mesmo, na sua capacidade de criar uma vida mais harmoniosa.

Nós somos os criadores de nossa vida. Podemos criar nossa vida a partir da luz clara da nossa consciência; ou podemos criar a nossa vida a partir dos atos inconscientes desse sabotador interno. E quando é assim que acontece, quando criamos inconscientemente, acabamos achando que não fomos nós que fizemos aquilo, acabamos tendo a tendência de nos sentir vítimas da vida ou de alguém.
É preciso mudar, libertar-se. A hora é agora! Pegue uma lanterna, proteja-se com o manto da verdade e embarque nessa busca sagrada pelo seu sabotador. Ele mora nas suas profundezas. E quando o encontrar, batam um longo papo. Conte a ele a nova pessoa que você é agora e dê a ele outra função em sua vida. Vai ser um alívio... para ele e para você!

Fonte: Vya Estelar
[Imagem: será ipê?, lilia lima]

Posted by Lilia at 11:53 PM|Comments (0)
 
  19.05.08- A ALEGRIA COMO ENERGIA ESPIRITUAL

Wayne Dyer

boasaude_sunset_arizona_phoenix_17march.jpg

Compare a maneira como o tempo parece passar quando você está alegre com a maneira como ele passa quando se encontra em um estado de dor ou tristeza.

Quando você está inspirado e alegremente envolvido em um projeto, o tempo parece voar. Isso é verdade para mim quando estou dando uma palestra ou profundamente envolvido com o que estou escrevendo. As horas passam, e fico impressionado com o fato de o tempo ter passado tão rápido.

O tempo parece passar rápido ou devagar porque, na verdade, é uma ilusão. Nós o inventamos para dividir a unidade, que é em si indivisível. O tempo
não pode existir quando tudo é o agora.

Quando você se desloca para a alegria, a experiência do tempo se dissolve na unidade do espírito, e o tempo desaparece. Por conseguinte, viver com um
propósito e sentir a alegria desse propósito o conduz ao padrão de energia mais rápida do espírito.

Esta é a energia mais elevada e mais rápida que você pode ter. Ter um propósito significa estar no alegre no presente, no qual o tempo não pode existir.

Considere agora a experiência inversa. Pense em como o tempo parece passar devagar quando você está triste. Quanto mais profundamente você entra nos padrões de energia da dor, do sofrimento, da melancolia, da angústia e da tristeza, mais devagar o tempo parece passar.

Os momentos de dor dão a impressão de ser intermináveis. Você olha para o relógio e acha impossível acredi¬tar que apenas quinze minutos se tenham passado. Albert Einstein descreveu espirituosamente a passagem do tempo ao discutir a relatividade:

"Quando um homem se senta com uma moça bonita durante uma hora, parece que apenas um minuto se passou. Mas se ele se sentar durante um minuto em um fogão quente, mais de uma hora parecerá ter passado. Isso é que é a relatividade."

A alegria acelera a ilusão do tempo, enquanto a tristeza parece desacelerá-la.
A energia mais rápida é o espírito. A alegria é o espírito, e é essa energia espiritual rápida que neutralizará a energia mais lenta da tristeza.

Quase todos nós temos a tendência de ser atraídos por aqueles que têm uma perspectiva de vida positiva e alegre.

Você adquire essa atitude tornando-se consciente das inúmeras bênçãos que a vida lhe ofereceu. Se você tiver um comportamento alegre, acabará se tornando uma pessoa que irradiará essa energia alegre e positiva, dissipando a tristeza onde quer que esteja.

Antes de poder enviar a alegria para onde existe tristeza, você precisa trabalhar os seus padrões de energia pessoal. Tome a deci¬são de viver na energia mais rápida da alegria consigo mesmo.
Você realiza isso prontamente ao sentir o mais freqüentemente possível que tem um propósito em tudo que faz.

Imagem: pôr do sol, phoenix, lilia lima

Posted by Lilia at 08:38 AM|Comments (0)
 
  17.05.08- NORMOSE

Martha Medeiros

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Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me
pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão.

Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se
"normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras
manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós?
Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?

Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha
"presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá
quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.

A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de
sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que
você mais admira: não são as que seguem todas as regras , e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser
original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera.
Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e
felizes.

Fonte: Usina de Letras
Imagem: Lilia Lima

Posted by Lilia at 04:44 PM|Comments (0)
 
  REFLEXÕES SOBRE A ARTE DE VIVER

Joseph Campbell

josephcampbell_halmoonpinetree_walkingaround_14feb_700.jpg

Se você quer um título universitário para compensar um complexo de inferioridade, abra mão do complexo, pois ele é algo artificial.
Quando você cursa uma universidade, não faz aquilo que você quer fazer. Você descobre o que o professor quer que você faça para receber o diploma e faz isto. Se você quer o título para dar aulas, o ideal é fazer o curso da maneira mais rápida e fácil. Tendo recebido o diploma, ai você expande a sua educação.
Recebi uma bolsa de estudos na Europa, e fui cursar a a Universidade de Paris. Estava dedicando-me ao Francês ao provençal medievais e à poesia dos trovadores. Quando cheguei à Europa, descobri a Arte Moderna: James Joyce, Picasso, Mondrian – toda aquela turma. Paris, em 1927-1928, era outra coisa. Depois, fui à Alemanha, comecei a estudar Sanscrito e me envolvi com o hinduismo. Depois Jung enquanto estudava na Alemanha. Tudo estava se abrindo – deste lado, daquele lado. Bem, a minha dúvida na época foi: “Devo voltar para aquela garrafa?” Meu interesse pelo romance celta se fora.
Fui à universidade e disse: “Olha, não quero voltar para aquela garrafa”. Tinha feito todas as matérias necessárias para o título; só precisava redigir a maldita tese. Não me deixavam ir para outro lugar e dar prosseguimento aos estudos, e por isto eu disse, vão para o inferno. Mudei-me para o campo e passei cinco anos lendo. Nunca tirei meu Ph.D. Aprendi a viver com absolutamente nada. Estava livre e não tinha responsabilidades. Foi maravilhoso.

É preciso coragem para fazer aquilo que você deseja.
Outras pessoas tem um monte de planos para você.

Ninguém quer que você faça o que você quer fazer.
Eles querem que você embarque na viagem deles, mas você pode fazer o que quiser.
Eu fiz isto. Fui para o mato e li durante cinco anos.
Foi entre 1929 e 1934, cinco anos. Fui para uma pequena cabana em Woodstock, Nova York, e mergulhei. Tudo que fazia era ler, ler, ler, e tomar notas. Foi na épca da Grande Depressão. Eu não tinha dinheiro, mas havia uma importante distribuidora de livros em Nova York chamada Stechert – Hafner, e eu escrevia e pedia livros para eles – os livros de Frobenius eram caros – e eles me mandavam alguns exemplares, e eu não pagava. Era assim que as pessoas agiam durante a Depressão. Eles esperaram até eu conseguir um emprego, e então eu os paguei. Foi um gesto muito nobre. Fiquei realmente grato por eles.
Li Joyce, e Mann e Spengler. Spengler fala de Nietzsche. Vou a Nietzsche. Então, descubro que não se pode ler Nietzsche sem ter lido Schopenhauer, e por isso vou a Schopenhauer. Descubro que não se pode ler Schopenhauer sem ter lido Kant. Então, vou a Kant.– bem, concordo, vc pode começar daqui, mas é bem difícil. Depois Goethe.
Era excitante ver que Joyce estava na verdade, lidando com o mesmo material. Ele nunca menciona o nome de Schopenhauer, mas posso provar que esse foi uma figura importante na forma como Joyce construiu seu sistema.
Depois leio Jung e vejo que a estrutura de seu pensamento é basicamente a mesma de Spengler, e fico reunindo todo este material…
Não sei como passei esses cinco anos, mas estava convencido de que ainda sobreviveria mais alguns. Lembro-me de uma ocasião em que tinha uma nota de um dólar na gaveta de uma cômoda, e eu sabia que enquanto ela estivesse ali, eu ainda contaria com meus recursos. Foi bárbaro. Eu não tinha responsabilidades, nenhuma. Era excitante – escrever meus comentarios no diario, tentar descobrir o que eu queria. Ainda tenho tudo isto. Quando leio esse material hoje, não consigo acreditar.
Na verdade, houve momentos em que quase pensei – quase pensei – “Caramba, gostaria que alguém me dissesse o que eu tenho de fazer”, algo assim Ser livre, implica tomar decisões, e cada decisão é uma decisão que altera o destino. É muito difícil encontrar alguma coisa no mundo exterior que se ajuste ao que o sistema dentro de você tanto anseia. Hoje, sinto que tive uma vida perfeita: aquilo de que precisava apareceu justamente quando eu precisava. Na época, eu precisava viver sem emprego durante cinco anos. Isso foi fundamental.
Como diz Schopenhauer, quando você analisa sua vida em retrospecto, tem a impressão de que seguiu um enredo, mas, no momento da ação, parece o caos: uma surpresa atrás da outra. Depois, mais tarde, você vê que foi perfeito. E tem uma teoria: se você estiver seguindo seu próprio caminho, as coisas virão até você. Como é seu próprio caminho, e ninguém o percorreu antes, não existe um precedente; logo, tudo que acontece é uma surpresa, e na hora certa.

Fonte: Terra Mística
Imagem: Lilia Lima


Posted by Lilia at 03:18 PM|Comments (0)
 
  verdadeira cura

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"A verdadeira cura é fazer as pazes consigo mesmo.
O poder curativo do perdão e do amor talvez seja o remédio mais poderoso que temos.
E está nas mãos de cada um de nós.
E você pode começar com você mesmo!"

(Rosemeire Zago)

Posted by Lilia at 01:56 PM|Comments (0)
 
  você é livre

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Nada ou ninguém pode impedir você de sofrer tudo o que quiser.
Perceba que nem mesmo muito dinheiro pode impedir você de se sentir pobre.
Nenhum grande amor pode impedir você de se sentir mal amado.
Nem muitos amigos podem impedir você de se sentir solitário.
Nem mesmo o sucesso pode impedir você de se sentir um fracasso.
Porque você é livre!
Você só vai parar de sofrer quando você quiser.

Perceba que é sua a opção pelo sofrimento.
Algumas pessoas decidem estar no mundo para viver; outras para sofrer.
E pensam que é seu destino sofrer. Isso é uma ilusão.
Só quando decidir é que você vai parar de sofrer.
Porque você é livre!
(Roberto Shinyashiki)

Posted by Lilia at 01:17 PM|Comments (0)